Hipólita Jacinta Teixeira de Melo - Hipólita Jacinta - Livro de Aço - Heróis e Heroínas da Pátria - Brasil
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Heróis e Heroínas da Pátria

Heroína da Pátria

Livro de Aço

Livro de Aço

Hipólita Jacinta Teixeira de Melo

Hipólita Jacinta

(1748-1828)

Produtora rural


Após conhecer a história desse Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar o site Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Hipólita Jacinta Teixeira de Mello nasceu em 1748, na Ponta do Morro, São José del-Rei, filha do capitão-mor Pedro Teixeira de Melo e de Clara Maria de Melo. Batizada inicialmente como Theodozia, teve seu nome posteriormente retificado para Hipólita. Residiu na Fazenda da Ponta do Morro, entre a vila de São José e o arraial de Prados, sendo descrita como mulher de fino trato e vasta cultura. Sua residência destacava-se pelo luxo, com peças de porcelana chinesa, prataria, tapetes importados e numerosa criadagem.

Casou-se com o coronel Francisco Antônio de Oliveira Lopes, sem descendentes biológicos, mas adotou e educou duas crianças: Antônio Francisco Teixeira Coelho e Francisco da Anunciação Teixeira Coelho, que se tornou padre em Formiga e deputado à Assembleia Provincial. Além disso, foi madrinha de diversas crianças humildes da região e deixou grande quantidade de ouro para os pobres da freguesia de Prados.

Um dos motivos que a levou a envolver-se na Inconfidência Mineira foi a situação das mulheres nas minerações. É autora de uma carta que denunciou Joaquim Silvério dos Reis como traidor dos "companheiros" da revolução, além de ter enviado avisos sigilosos informando a detenção de Tiradentes no Rio de Janeiro. Em um bilhete encaminhado ao padre Carlos Corrêa de Toledo e Mello, escreveu: "Dou-vos parte, com certeza, de que se acham presos, no Rio de Janeiro, Joaquim Silvério dos Reis e o alferes Tiradentes, para que vos sirva ou se ponham em cautela; e quem não é capaz para as coisas, não se meta nelas; e mais vale morrer com honra que viver com desonra".

Devido à sua participação na Inconfidência, foi punida pelo governador Visconde de Barbacena com o confisco total de seu patrimônio. Seu marido foi detido e sentenciado ao degredo perpétuo na colônia portuguesa de Moçambique. Após um longo e difícil processo judicial, com a ajuda de amigos, conseguiu, em 1808, reaver boa parte de seus bens.

Faleceu em 27 de abril de 1828, vítima de icterícia, e foi sepultada na capela-mor da Igreja Matriz de Prados.

Em 03/01/2025, Hipólita Jacinta Teixeira de Melo foi declarada Heroína da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 15.086 (Projeto de Lei 2.285/2023 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Lei: 15.086/2025
  • Data: 03/01/2025
  • Projeto de Lei: 2.285/2023
  • Data: 02/05/2023
  • Ementa: Inscreve o nome de Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

  • Autoria: Deputado Jonas Donizette


Registro atualizado em 19/11/2025 02:35, visualizado 1.164 vezes.